ÁREA OPERACIONAL DA MACHAVA

PRIORIDADES: RECUPERAR CLIENTES SUSPENSOS E MELHORAR NÍVES DE COBRANÇAS

Natacha Langa, Directora da Área Operacional da Machava
Natacha Langa, Directora da Área Operacional da Machava
 
Entre vários desafios do dia-a-dia, a Área Operacional da Machava, no Município da Matola, define como prioridades a recuperação dos clientes suspensos e a melhoria dos níveis de cobrança.

A aposta vincada pela directora da Área Operacional da Machava, Dr. Natacha Langa, durante a conversa que manteve com a nossa equipa de reportagem.

O dia-a-dia da Área Operacional da Machava tem sido marcado por desafios que vão desde o abastecimento de água, distribuição de facturas e cobranças, com os olhos postos na satisfação do cliente.

“O dia-a-dia da Machava tem sido um desafio no que diz respeito ao abastecimento de água e à consequente satisfação do cliente porque, como sabemos, a nossa principal razão de existirmos é a satisfação do cliente e, se o cliente não está satisfeito, o que temos que fazer é melhorar continuamente os nossos serviços”.

A directora da Área Operacional da Machava aponta, nesta entrevista, vários constrangimentos e desafios que se enfrenta, como é o caso de registo de bairros que não recebem água por vários motivos.

Natacha Langa indicou a escassez de água e a tubagem que se encontra em estado obsoleto em algumas zonas. Deu exemplo da Zona Verde, um bairro que tem tubagem antiga e enfrenta problemas de água.

“Neste momento, na Zona Verde temos clientes que não recebem água. Temos também, por causa da fraca pressão, zonas altas como o bairro da Liberdade, Mulotane e uma parte do Tchumene que não recebem água. Os nossos constrangimentos diários são estes. Não estamos a conseguir dar água aos clientes”.

CLIENTES SUSPENSOS E TUBAGEM OBOSLETA

Tecnicos Operativos

 

De acordo com Natacha Langa, a Área Operacional da Machava tem muitos casos de clientes suspensos por falta de água. Para mudar o cenário, projecta-se a melhoria do sistema de abastecimento de água:

“Temos muitos clientes suspensos e um dos nossos desafios é recuperá-los”.

Segundo a directora da Área Operacional da Machava, outro desafio é a cobrança de dívidas aos clientes, algumas das quais antigas e difíceis de recuperar.

SAÍDAS PARA A FALTA DE ÁGUA EM ALGUNS BAIRROS

Como resultado de vários estudos técnicos internos, a Área Operacional da Machava procedeu ao lançamento, na zona alta do bairro da Liberdade, de tubagem com um diâmetro de 250 centímetros, facto que permitiu o fornecimento de água nesta zona.

“Fizemos o lançamento de tubagem onde é possível e temos a certeza que a água chega, e fazemos tubagem com a mão-de-obra interna da empresa, com o apoio de técnicos da Área Operacional da Machava e de outras áreas.”

A aposta no contacto directo com os clientes tem sido uma das “armas” dos gestores da Área Operacional da Machava, embora reconheçam que não tem sido fácil.

“Todos os dias conversamos com os clientes no sentido de sensibilizá-los, nos casos em que não têm acesso à água. Entendemos que não podemos facturar clientes sem que tenham acesso à água. Estes são identificados e tratados no sistema. Trabalhamos também com as autoridades locais, porque quando identificamos o problema num bairro, vamos à estrutura e informamos que não há condições de ter água”.

Nos casos críticos, segundo a nossa entrevistada, a relação com os clientes não tem sido fácil.

“Estamos a ter muitas dificuldades com os clientes renitentes, que não querem pagar a água e quando vamos fazer corte prendem os nossos colaboradores. É um grande desafio para nós. Queremos acabar com este tipo de situações.

Segundo Natacha Langa, para estes casos “ aproximamos ao secretário do bairro, damos o nome do cliente, que é para também a própria estrutura local saber directamente do cliente o que está a acontecer. Chamamos a Polícia também. Este é um grande constrangimento para nós. O que acontece é que o cliente não quer pagar mas consome água, e quando vamos para cortar prendem os nossos colaboradores e temos que sair daqui a correr para o terreno. É complicado. Quando é assim nós vamos com a Polícia. Esse é um assunto que devia ser tratado a nível da Justiça. Não é da nossa parte porque nós metemos queixa, então, a partir daí, o assunto devia seguir os trâmites legais, o que muita das vezes não acontece”.

Por outro lado, Natacha Langa reconhece que “temos alguns casos de ligações clandestinas mas não posso dizer que seja um número gritante, o que acontece mais é a violação após corte. Em relação a estes casos posso afirmar. É um número com o qual temos que nos preocupar, porque nós vamos cortar água por falta de pagamento e o cliente, ao invés de pagar viola o contador e continua a consumir. Portanto são casos gritantes que estamos a tentar combater. A título de exemplo, temos uma campanha na zona 4 do bairro da Liberdade, em que estamos a remover os contadores dos clientes que nós cortamos água nas suas casas, não vieram pagar mas continuam a consumir água”, Frisou.

 

PERSPECTIVAS PARA O SEGUNDO SEMESTRE

A nossa entrevistada apontou que o desafio é melhorar os níveis de cobrança e, consequentemente, os indicadores de satisfação do cliente.

“Quando digo melhoria na satisfação do cliente significa facturar o que este efectivamente consumiu. Quando digo isso, refiro-me à substituição dos contadores, ou seja, colocação de contadores em instalações directas e reduzir as perdas relativas à reparação das fugas e substituição de contadores”, apontou Natacha Langa.

ADEM PARTICIPA EM FORMAÇÃO SOBRE GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS EM ÁFRICA

Quadros da empresa Águas da Região de Maputo participaram, recentemente, na cidade sul-africana de Joanesburgo, em acções de formação sobre a gestão de recursos hídricos em África.

O evento, promovido pelo Banco Mundial, envolveu representantes de gestores do sector de águas de treze países africanos, nomeadamente, Moçambique, África do Sul, Nigéria, Zâmbia, Quénia, Uganda, Malawi, Senegal, Níger, Burquina Fasso, Botswana, Tanzania e Mali.

O Banco Mundial, ao organizar este evento, em que Moçambique esteve representado pelas empresas Águas da Região de Maputo e Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG), pretendia definir novas linhas de financiamento para o sector de águas no continente africano.

O Banco Mundial está a reconstituir a linha de financiamento para o sector de águas em África por via da concepção de empréstimos, numa altura em que as recentes pesquisas demonstram que o bom desempenho do serviço hídrico está a propiciar o aumento da disponibilidade de financiamento e acesso à água por pessoas carenciadas em África.

A reunião de Joanesburgo juntou os líderes dos serviços de abastecimento de água do continente africano para, em conjunto, definirem estratégias sobre a melhor forma de apoiar as empresas de serviços públicos no acesso ao financiamento e partilha de boas práticas.

Constituíram temas do seminário, a partilha de experiências sobre os serviços hídricos, acesso ao financiamento do Banco Mundial e de outras instituições, incentivos para a melhoria do desempenho dos serviços públicos e fortalecimento da rede entre os líderes de gestão e os serviços públicos. 

 

UNESCO ENCORAJA ALTERNATIVAS PARA O ABASTECIMENTO DE ÁGUA

A cidade de Maputo acolheu em Abril ultimo, o segundo seminário sobre as formas alternativas de abastecimento de água às Cidades de Maputo e Matola.Tratou-se de uma iniciativa da UNESCO em coordenação com a empresa Aguas da Região de Maputo, envolvendo especialistas nacionais e internacionais para além de várias empresas ligadas ao sector de águas.

Constituiu objectivo deste encontro a busca de soluções alternativas à crise de água que se vive nas cidades de Maputo e Matola.

Discursando na abertura deste evento, o Administrador Comercial, Estaline Machohe, destacou a pertinência da realização deste seminário, que no seu entender, “servirá fundamentalmente para monitorar, capacitar e dar nova dinâmica na elaboração do projecto de pesquisa de formas alternativas que possam promover segurança e resiliência no abastecimento de água na região sul”.

Para Estaline Machohe, o seminário realizou-se numa altura delicada “em que particularmente as cidades de Maputo, Matola e a Vila de Boane estão a ser fustigadas por uma severa estiagem nunca sentida e que conduziu a um plano de restrição a nível de abastecimento de água nestas urbes, o que vem dar ou confirmar a necessidade da pesquisa de outras formas e fontes para o abastecimento de água”.

O administrador Comercial frisou que o crescimento da população das cidades, em particular nas zonas periféricas onde não estão devidamente estruturadas e as consequências do fenómeno das mudanças climáticas, de um lado, e a limitação da capacidade do actual sistema de abastecimento, por outro, fazem crescer o desafio de procura destas alternativas para fazer face a actual e futuras necessidades.

“ Pelas razões supramencionadas, encorajamos ao grupo de trabalho deste projecto a seguir com determinação na audição da sociedade civil e junto do sector profissional e académico fazer de tudo para encontrar soluções desta problemática”, concluiu.

GINÁSTICA LABORAL

SESSÕES RETOMAM SEGUNDA-FEIRA

GINASTICA

Arrancam, no próximo dia 16 de Janeiro do presente ano, as sessões de ginásticas laboral da AdeM.

Para o presente ano, o Instrutor de Ginástica da Empresa, Salomão Muthemba, espera que a adesão dos funcionários aumente, consideravelmente, uma vez que o número de interessados tem vindo a crescer.

´´A diferença que existe entre as secções de ginástica deste ano e as de edições anteriores é que, em 2017, as secções não serão mais faseadas, ou seja, todas as áreas operacionais irão estar simultaneamente envolvidas na ginástica pelo menos uma vez por semana´´, Acrescentou.

Muthemba garante que estas secções de ginástica são de extrema importância para a manutenção da saúde dos trabalhadores, garantido a boa disposição para o incremento do nível de produtividade.

´´Para além disso, os exercícios físicos no meio laboral ajudam a relaxar os músculos deixando os corpos pais proactivos e menos sedentários´´, concluiu Muthemba.

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